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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O hiperativo Ken Vandermark

Ken Vandermark é um dos saxofonistas de Chicago que passou a ganhar destaque a partir da década de 90. O nome do hiperativo saxofonista (que também utiliza muito o clarinete) está associado a uma infinidade de projetos: DKV Trio, Witches & Devils, Spaceways Inc., Bridge61, Caffeine, Territory Band, Free Fall, FME (Free Music Ensemble), Sonore e, talvez seu grupo mais sólido, o Vandermark 5. Costuma participar também do Chicago Tentet, do gênio alemão Peter Brotzmann.

Vandermark não está apenas focado no free jazz. Suas explorações seriam melhor enquadradas em algo como post-modern-free: improvised music, experimental rock, post-bop, jazz-rock, jazz-funk, free jazz: a palheta de Vandermark é muito extensa.
Em duo, tem gravado parcerias com diferentes bateristas, como Tim Daisy, Paul Lytton e o norueguês Paal Nilssen-Love. Mais conhecido por sua longa atuação ao lado de Mats Gustafsson, Nilssen-Love já passou por alguns grupos liderados por Vandermark, como School Days e FME.
O duo vai iniciar em novembro uma turnê europeia, com parada em Noruega, Alemanha, Polônia, Áustria, Itália e Dinamarca. Como não estamos em sua rota, temos de nos contentar com apenas ouvir os dois grandes músicos. A parceria está registrada em disco, sendo Dual Pleasure uma empolgante seção de pegada free jazzística. Herdeira do melhor esquema duo sax/bateria, a dupla apresenta um disco muito vivo e surpreendente: jazz atual filiado ao que de melhor o free clássico produziu.
Vandermark, além de um improvisador consumado, tem seu talento como compositor sempre exaltado, como podemos conferir nesse álbum. A afinidade da dupla faz de Dual Pleasure uma experiência altamente excitante, com momentos de grande intensidade: sopro e percussão, nas mãos certas, costumam resultar em grandes trabalhos. Atenção à faixa “Storefront Materials”, na qual Vandermark exibe seu trabalho no clarinete-baixo. A dinâmica bateria de Nilssen-Love, que especialmente nessa faixa traz ecos polirritmicos do saudoso Elvin Jones, cria a estrutura exata para Vandermark deslizar sua liberdade no clarone.



Ken Vandermark - Saxs Tenor & Baritone, Bass Clarinet
Paal Nilssen-Love - Drums

1- Flashpoint (11:54)
2- Anno 1240 (14:31)
3- Closed Doors, Open Windows (3:39)
4- Storefront Materials (8:42)
5- Jean S. (4:19)
6- Dual Fiction (19:54)

Date: summer of 2002

3 comentários:

fabricio vieira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Érico Cordeiro disse...

Caro Fabrício,
Aqui estou, retribuindo a visita.
Como você pôde perceber, não tenho tanta intimidade com o free, já que me interesso mais pelas escolas "antigas" (bebop, cool, west coast, hard bop).
Mas tenho grande respeito pelo espírito transgressor e pela integridade artísticas desses músicos.
Grandes histórias, exemplos de tenacidade, marcam a vida e a obra da maioria dos músicos ligados ao free - e seus textos ajudam a lançar luzes sobre essas vidas e essas histórias.
Já vi o link do Farofa Moderna, do amigo Vagner Pitta (outro entusiasta do free e das improvisações mais livres) e ali é outra fonte indispensável para quem quer se aprofundar no universo do free jazz.
Estarei sempre por aqui.
Parabéns e, como diz o mestre José Domingos Raffaelli, "Keep swinging"!!!
Abraço fraterno!

fabricio vieira disse...

Érico,
também gosto muito das escolas mais antigas. Mas resolvi privilegiar as linguagens mais radicais neste espaço, na tentativa de difundir um pouco esse som infelizmente ainda muito ignorado. Baixe e ouça "Birth of a being", que está no post "David S. Ware: o início": free jazz de primeira sem soar muito agressivo. Espero que goste.
Volte sempre!