FREE THE JAZZ!!!

IMPROVISED MUSIC, JAZZ ANARCHY, NEW THING, INSTANT COMPOSITION, OUT JAZZ, ALEATORY MUSIC, MODERN FREE, FIRE MUSIC, NOISE, AVANT-GARDE JAZZ, INTUITIVE MUSIC, ACTION JAZZ, FREE IMPROVISATION, JAZZCORE, CREATIVE IMPROVISED MUSIC. FREE THE JAZZ!!!

*SOBRE (about us)...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mais desconhecidos que os desconhecidos


Estive ouvindo, nos últimos dias, uma jovem saxofonista italiana e pensando que há um infinito campo para descobertas de músicos e sons a que não temos (e, infelizmente, muitos nunca teremos) acesso. Peter Brotzmann, David S. Ware, Charles Gayle e William Parker podem ser nomes ‘ocos’ para muitos que se interessam e canalizam seus esforços para essas sonoridades que margeiam o chamado jazz. Mas, apesar de nunca terem sido agraciados com o prêmio de ‘melhor do ano’ da Down Beat, esses senhores são relativamente conhecidos e informações sobre eles e seus fantásticos trabalhos abundam mundo virtual afora.

O mais difícil, especialmente para nós que vivemos no hemisfério sul do globo, é ter acesso a novos (em alguns casos, também veteranos) músicos que não conseguiram, nem ao menos, serem gravados por selos-base do território free, como Leo, Cimp ou DIW que, no final das contas, conseguimos comprar em lojas virtuais. Penso em gente que vende seus CDRs no fim dos shows ou grava poucas centenas de cópias de forma mais artesanal. Para nós, há ainda o agravante de não termos oportunidades de vermos essa gente ‘mais desconhecida que os desconhecidos’ tocando em botecos, festivais ou centros culturais da vida. E nossos tantos ‘festivais’ nunca se importarão com o que há de realmente fresco acontecendo: até podem trazer gente que o público médio nunca ouviu falar, mas desde que já desembarquem respaldados por prêmios na Down Beat ou capa dominical do NYT. Mas não percamos tempo com lamentações. Nos próximos posts, a ideia será a de tentar mostrar um pessoal menos privilegiado até do que nossos ilustres ‘desconhecidos’, tentar aventar alguns nomes menos comentados para quem, às vezes, passa por essas bandas.

8 comentários:

Rodrigo Nogueira disse...

Maravilha Fabrício! A expectativa já está grande para 'encontrar' estes 'desconhecidos'. Digamos que você prestará um grande serviço para nós amantes de música, ávidos por novidades ou para aqueles que acham que a música acabou...

Abração!

akirarw disse...

ok, mas o Bridgestone é investimento comercial, entretenimento, questões fiscais e de tributo. O Toy Lima até tenta trazer a música pela música, mas ele tem de prestar contas, os patrocínios, etc. Não estou aplaudindo o Bridgestone, acho um evento para satisfazer uma classe da sociedade. Ele é a continuação do Chivas que foi bem em ter trazido o Andrew Cyrille, David Murray, James Newton, pois o Free Jazz que virou TIM, esse desandou totalmente, que está na mão do Zuza. Meus amigos estão como posso dizer, exilados na Europa, o Yedo Gibson, Renato Ferreira e Rodrigo Montoya e participando de grandes trabalhos, como London Improvisers Orchestra e o público é bem escasso, salvo alguns festivais. Mas é isso mesmo, é perda de tempo lamentar pela falta de reconhecimento desse tipo de música pelas midias consagradas. O underground é o que é e vive muito bem.

kike disse...

Excelente idea, Fabricio,

go ahead! Estoy expectante!

best, Kike.

fabricio vieira disse...

Kike, há um novo link para o jooklo duo.

fabricio vieira disse...

Akira,
o Yedo ainda está na Holanda? Há expectativa de ele vim tocar por aqui? Ontem estava ouvindo o Caetitu, grande disco, Yedo, Márcio e Veryan em grande sintonia!

akirarw disse...

Fabricio, tudo beleza? Parabéns pelas informações do blog, a maioria ainda fica regorgitando a primeira fase do free jazz e da impro européia aqui há espaço para o contemporâneo. Sobre o Yedo, se ele vier, é mais para encontrar a família, provável ele querer armar algo com o tio dele o Panda Gianfratti e o Thomas Rohrer(Aliás se vc puder vai dar uma conferida neles nesta terça no Sesc Consolação às 19:30h e acho que em junho ou julho agora o Hans Koch vêm tocar com os dois). Mas ele tá na direção da Royal Improvisers Orchestra e outros projetos lá. Claro que ele gostaria de tocar aqui.

fabricio vieira disse...

valeu, Akira.
vc sabe como consigo adquirir os discos que o Yedo gravou com o Panda?

akirarw disse...

É só falar com o Panda.