FREE THE JAZZ!!!

IMPROVISED MUSIC, JAZZ ANARCHY, NEW THING, INSTANT COMPOSITION, OUT JAZZ, ALEATORY MUSIC, MODERN FREE, FIRE MUSIC, NOISE, AVANT-GARDE JAZZ, INTUITIVE MUSIC, ACTION JAZZ, FREE IMPROVISATION, JAZZCORE, CREATIVE IMPROVISED MUSIC. FREE THE JAZZ!!!

*SOBRE (about us)...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O taciturno Rudolph Grey (continuação...)

Os encontros de Rudolph Grey com saxofonistas representam seus trabalhos mais fortes. Grey realmente dialogava de forma rica e vivaz com sopros. Infelizmente, não ampliou essas parcerias; e os registros, contam-se nos dedos.

Arthur Doyle não foi o único saxofonista que acompanhou Grey em suas investidas. Veio do Borbetomagus _ícone da seara noise_ o outro sopro que dividiu espaços em algumas oportunidades com o guitarrista: Jim Sauter é seu nome. Um dos pontos máximos dessas parcerias está em “Mask of Light”: além de Sauter, o álbum traz um especialíssimo convidado na bateria: Rashied Ali.
O disco, de 1990, é como se fosse uma versão mais nova do trio reunido dez anos antes (Grey + Doyle + Harris). E o resultado é ainda mais explosivo que o registro de “Live NY 1980” _com o trio anterior e lançado sob o selo “The Blue Humans”. Não sei os motivos desse “Mask of Light” também não ter saído como “The Blue Humans”: em essência, todos os ingredientes do grupo/projeto encabeçado por Grey estão presentes.
 


Para os interessados em free improvisation de elevada tensão, esse álbum é um banquete. Rashied Ali estava, na virada dos 80/90, em atividade menos intensa, sem um grupo fixo e gravando relativamente pouco. Mas é curioso que, bem no começo da década de 90, participou de diferentes grandes discos: esse “Mask of Light”; “Songlines” (gravação de 91, com Brotzmann); e “Touchin’ On Trane” (do mesmo ano, com Charles Gayle e William Parker).
Já Sauter mostra aqui, fora do Borbetomagus, ainda mais suas habilidades como saxofonista _lembremos que lá ele toca ao lado de outro sax.

Na primeira (bem extensa) faixa, nossos ouvidos têm cerca de cinco minutos para se acostumarem com os ataques que virão, de forma mais aguda, na meia hora seguinte. Esse é o tipo de som que lamentamos não ter tido “bis”, tamanha a força que demonstra.

O lado A do disco original foi captado em um show; o lado B (no qual há participação de Alan Licht), em outro. “Mask of Light” está fora de mercado (depois de ouvi-lo, pergunta-se: dá para entender o porquê?).

(uma curiosidade com os álbuns de Grey é que, mesmo não estando em catálogo, as cópias de segunda mão não valem quase nada, na contramão de outros álbuns “free” esquecidos. Dá para comprar esse “Mask”, via lojas virtuais, por apenas US$ 2. O “Clear To Higher Time”, apresentado antes por aqui, tem gente vendendo por menos de US$ 1...)


A. Mask of Light  37:50
B1. Implosions – 73 (second version)  8:05
B2. Flaming Angels     14:09


*Rudolph Grey: guitar
*Jim Sauter: sax
*Rashied Ali: drums
*Alan Licht: guitar (track B2)

**Track A was recorded live at the "Musique Action '90" festival in Vandoeuvre, France, May 26, 1990.
**Tracks B1 and B2 were recorded at Waterworks, N.Y.C., May 1990



try

2 comentários:

Anônimo disse...

Ia mencionar o preço absurdo de seus álbuns... Tempos atrás um amigo - Gustavo Townsend - me mandou um link com um álbum dele a 1 dólar. É ou não é para se indagar sobre os rumos da percepção, utilização e representação da música na nossa sociedade?

Ass.: Thiago Miotto

Bre disse...

Eita, Miotto!
E o senhor adquiriu tal preciosidade?