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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A free music esmiuçada em verbetes








“Free Jazz and Free Improvisation: An Encyclopedia”
Autor: Todd S. Jenkins
468 pg.
Editora: Greenwood



Para os apreciadores da free music, tanto na expressão histórica do free jazz, quanto na reinvenção européia via free improvisation –sem esquecer suas diluições e recriações mundo afora–, o jornalista americano Todd S. Jenkins redigiu uma ampla e bem documentada enciclopédia. Publicado em 2004, Free Jazz and Free Improvisation: An Encyclopedia é dividido em dois volumes, com dezenas de verbetes que abrangem instrumentistas, grupos, selos, gravadoras, buscando abarcar os diferentes aspectos e protagonistas dessa esfera musical ainda relativamente marginal.

Jenkins aborda tanto nomes canônicos (Ornette, Ayler, Brotzmann, Cecil Taylor) quanto músicos mais jovens que fazem a música hoje (Tim Daisy, Mats Gustafsson). Os brasileiros estão representados por seus dois maiores nomes na seara free: Ivo Perelman e Márcio Mattos. Porém, apesar da pesquisa que demonstra ser cuidadosa e extensa, o autor deixou algumas pequenas lacunas, como a falta de data de nascimento de alguns músicos ou morte de outros. Também nota-se a ausência de verbetes para figuras de relevo que estão na ativa (alguns há um bom tempo), como o trompetista Dennis González e os bateristas Paal Nilssen-Love e Mark Sanders.

De qualquer forma, Free Jazz and Free Improvisation: An Encyclopedia se revela um livro fundamental para quem se interessa por esse tipo de som, auxiliando em consultas específicas e também no desbravamento de nomes ainda pouco conhecidos (ou mesmo desconhecidos). O que talvez iniba os potenciais leitores é o preço elevado da obra, que gira em torno de US$ 200, valor inexplicável considerando-se que não é tão extensa (menos de 250 pg. em cada volume), além de não conter fotos ou recursos gráficos que pudessem encarecer o material.

5 comentários:

Namaguideras disse...

Não vejo a hora de uma publicação nacional dedicada a este tema!
Há muita confusão, tanto entre o público quanto entre os músicos, a respeito da improvisação.
As pessoas criam expectativas e conceitos equivocados, pois colocam no mesmo 'saco' a improvisação convencional, a improvisação livre e o free jazz. São estéticas que podem interagir entre si (o que eu acho extremamente saudável, inclusive), mas que têm abordagens completamente distintas.
Carecemos muito de uma publicação "nossa" tratando dessas ricas vertentes musicais!

Abraço.

Luiz E. Galvão.

fabricio vieira disse...

Galvão, é uma pena que mesmo lá fora seja difícil encontrar um livro que aborde a improvisação em suas mais variadas vertentes, indo além de jazz, free jazz e free improv e alcançando a improvisação na música erudita (especialmente o Barroco do século XVII e certas vanguardas do século XX), no rock, no noise _seria uma obra de grande interesse.
O pior da situação local é que não há livros (traduzidos ou originais) que tratem do free jazz, da free improv e/ou da cena europeia. O que há basicamente são livros de história do jazz. Mas com calma mudamos isso...
abs,

Thiago Miotto disse...

Luiz, um livro que tenho lido e que versa um pouco a respeito da história da improvisação livre é este:

http://www20.brinkster.com/improarchive/tn_wisdom_part1.pdf

http://www20.brinkster.com/improarchive/tn_wisdom_part2.pdf

Confesso que há uma grande confusão e penso que muito se deva à falta de uma maior organização e divulgação, além das dificuldades inerentes em pensar um "nascimento oficial" e claros "divisores de águas" quando muito se dá através de processos contínuos.

Lendo e pesquisando dá pra ver que mesmo lá fora há uma certa confusão nos conceitos, delimitações e história do desenvolvimento dessas abordagens/filosofias/estéticas. Me lembro do John Edwards falando sobre as típicos caminhos tomados pela improvisação alemã, inglesa e holandesa; do Ricardo Tejero comentando os movimentos paralelos: John Russel e companhia de um lado, AMM de outro. Há ainda a contribuição com as renovações do jazz, do free jazz, do moderno erudito, das novas formas de escuta e percepção, da música conceitual, do indeterminismo, da geração de novos sons (música eletrônica, concreta, uso de técnicas extendidas), da descoberta e gravação de sons tradicionais ao redor do mundo... enfim, creio que muita coisa contribuiu para o surgimento e desenvolvimento dessas facetas da música contemporânea, mas creio que para alguém reunir tudo isso de modo coerente e verdadeiro, podendo ponderar "pesos e medidas", ainda vai levar um bom tempo.

fabricio vieira disse...

Thiago, que livro é esse? obrigado pelos links.

Thiago Miotto disse...

É o "Wisdom of the Impulse - On the Nature of Musical Free Improvisation", de Tom Nunn. O livro pode ser visualizado em duas partes a partir dos links.