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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sons nas Redondezas - III

Falar em rock bruto e cru seria redutor.
Da no wave ao industrial, do noise à free improv, a banda bnqnh tem construído uma sonoridade agressiva, pesada, cambiante e arisca a rotulações limitadoras. Tendo por base guitarra, baixo e bateria, adicionando elementos percussivos ou processos eletrônicos quando necessário, a banda (também conhecida em sua versão-título expandida: bonequinho) está na estrada há mais de 15 anos, sediada na cidade de Bauru (interior de SP).

São 18 anos de obstinação; satisfação em existir; loucura artesanal. Desde 95 uma banda de garagem, com a baixista Amandla, até hoje muito presente”, explica o vocalista Aran.
Faço a composição objetiva, improvisando e editando sozinho; a outra parte é improvisação coletiva, fluxos de (in)consciência. Daí vem a maioria do material, do mais melódico/estruturado (mesmo punk rock!) até a abstração total. Repertórios e vidas bem diferentes dão equilíbrio hermético no bonequinho, multifacetado mas ainda pessoal: uma "consciência" me dirige no projeto e no processo todo. Gravamos pra captar esse caos, e o acaso também traz outras pessoas/participações eventuais.

A variação sonora do grupo pode ser percebida por meio de seus já diversos registros. De um álbum a outro, a banda aponta para um leque de variadas influências, das quais destila seu percurso próprio. Mesmo em um disco mais rock como Hellvenn (2009), pode se encontrar uma intrigante faixa de ambiência industrial e pitadas de música concreta, caso de “The Man Blind 2 Himself” (há um curta-metragem, criado pelo grupo, ao qual a faixa está integrada). Uma boa maneira de sentir a amplitude do trabalho do bnqnh é ouvir o recém-lançado “Heavy Mental”, de viés mais rock-noise-visceral, e o um pouco mais antigo “Mulheres de Marte”, sem vocal e tendo por base teclados e percussão.

Pelo noise cheguei ao Ornette Coleman, Sun Ra, Leo Cuypers, Gunter Hampel, John Zorn, Masayuki Takayanagi, Borbetomagus, Arthur Doyle, Nihilist Spasm Band, Keiji Haino, Anthony Braxton... é infinito enquanto ouvinte; Amandla adiciona pessoalmente Erik Satie e Hermeto Pascoal, p. ex.. Tudo subjetivo num formato básico de banda de garagem & simples noise rock”, diz Aran.

Em dezembro, o grupo soltou três novos trabalhos, 'Mizentropia', 'Mental Pesado' e 'Live @ Caffeine', que trazem registros variados de 2007 a 2010. Como costuma fazer, disponibilizou os álbuns para baixar (há também versões CDRs artesanais à venda). No site deles, também está disponível o restante da discografia. 


Mizentropia + Mental Pesado 

live @ Caffeine 

http://www.myspace.com/bonequinho

Um comentário:

Alexander disse...

Nice man. Remember to show support to randomnewsreports.blogspot.com