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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Em breve: entrevista com M. Gustafsson

Tive o prazer de conversar com Mats Gustafsson no último fim de semana. Ele falou sobre a vinda ao Brasil, sua música, a cena atual, dentre outros temas. Sempre atencioso, respondeu as perguntas feitas sem restrições, enquanto viajava da Suécia para a Áustria, onde está morando atualmente.

*Quem tiver a oportunidade de ver a edição de hoje da Folha de S.Paulo encontrará na Ilustrada (p. E6) um texto que fiz sobre o Fire!, com alguns trechos da conversa com o Mats.

*Amanhã (provavelmente) postarei uma versão ampliada da entrevista aqui neste espaço. Apenas uma prévia: falei com ele sobre o aquecimento da agenda da free music no Brasil e ele disse quem tem visto em suas andanças a música criativa se espalhando por lugares pouco imaginados, citando em seguida locais que tocou em tempos recentes: Islândia, Lapônia, Tasmânia, Etiópia e Índia.

*Desde 2008, nossos palcos receberam uma expressiva lista de figuras representativas de variados pólos da free music, que ganha um destacado capítulo novo com a vinda de Mats Gustafsson e Archie Shepp.

Desde 2008, pudemos ouvir e ver de perto: Peter Brotzmann, Roscoe Mitchell, Ivo Perelman, Dominic Duval, Matana Roberts, Nicole Mitchell, Chad Taylor, Art Ensemble of Chicago, Phil Minton, Trevor Watts, Veryan Weston, Mark Sanders, Marcio Mattos, Joe Morris, Matthew Shipp, Gerald Cleaver, Pharoah Sanders, Crash Trio, EKE Trio, Ornette Coleman, Yusef Lateef, Han Bennink, John Edwards, Hans Koch, Ken Vandermark, William Parker (e a lista não se esgota aqui). Se não vivemos nenhum mundo dos sonhos musicais, ao menos passamos a ter um fluxo relativamente constante de música altamente criativa e elevada. Que tal fluxo se intensifique: somente assim poderemos construir um público atento, cativo e interessado em novos sons, livre de vicissitudes artístico-auditivas!

(Fire! with Jim O'Rourke, at SuperDeluxe, Tokyo, sep. 2010)

**Por enquanto, o Fire! está agendado apenas para duas apresentações no país: no Sesc Pompéia (13/5) e no Santander Cultural de Porto Alegre (15/5).

8 comentários:

Felipe disse...

Tinha que rolar mais um show em São Paulo.
Se rolasse no CCSP seria lindo.

Adriano Motta disse...

Como sempre o Rio de Janeiro papa mosca.

Antonio Sevilha disse...

Adriano, não é só Rio que está de fora. Moro em Curitiba e aqui, mesmo existindo mais de 10 unidades do sesc, várias casas de shows, nada de música free pu música mais complexa. Muitas cidades tem estrutura, mas a mesmice, o elitismo e outras burrices do gênero limitam mais shows dos artistas não convencionais. Uma pena, aparentemente só democratizou a música ruim em terra tupiniquim.

fabricio vieira disse...

E o pior é que muitos músicos 'free' quando vêm para cá têm buracos na agenda: com certeza tocariam em Curitiba, no Rio ou outros locais. Isso depende apenas de curadores/produtores. Como não são 'estrelas internacionais', o cachê não deve ser nada assustador.

No caso do Mats/Fire, por exemplo: eles estão programados para embarcar para o Brasil no dia 7 de maio. E só vão tocar em 13 e 15. Vão ficar quase uma semana à toa...

Antonio Sevilha disse...

Triste, o principal motivo disso acontecer, acredito, é o desconhecimento dos artistas. Se as unidades do sesc tivessem dialógos (pressunho que não existe) dariam para fazer pacotes, fechar com artistas mais shows. Todo mundo sairia lucrando.
Em Curitiba tem até um hotel (slaviero full jazz) que apresenta artistas toda sexta feira. Mas é absurdo os preços. Vou escrever para o sesc de curitiba e perguntar o motivo de não fazerem os artistas viajarem e vou passar a informação do Fabrício, se responderem repasso pro blog.

fabricio vieira disse...

legal, tem de fazer isso mesmo, indagar, questionar; do contrário, tudo fica no mesmo!

VICTOR QUILES CALIXTO disse...

fabricio ,parabens pela entrevista com mats gus ,pois a entrevista,veio complementar sua discograqfia ,que ouço!!!era o que eu pensava!!! musica pela musica !!!

fabricio vieira disse...

valeu, Victor. É sempre bom poder ver o que os músicos que apreciamos têm a dizer.