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sábado, 24 de setembro de 2011

Investigação coletiva (made in Portugal)

O Potlatch é um dos coletivos de free improv que emergiu na atual viva cena portuguesa. Tendo à frente o percussionista ‘Monsieur Trinité’, o Potlatch tem no saxofoxista Jorge Lampreia seu outro pilar. Os dois instrumentistas (foto) têm participado de projetos desde a década de 1980, quando se encontraram no ‘Plexus’, do violinista Carlos Zíngaro. Contando com uma variedade de participantes cambiáveis, o coletivo teve como um de seus nomes o baixista Hernani Faustino, apresentado por aqui há pouco.

Destacando a relevância do jazz livre para suas investidas, o Potlatch desenvolve suas experiências percorrendo caminhos desmatados por coletivos clássicos do free, de Globe Unity Orchestra a Art Ensemble of Chicago, em meio a um processo de integração ritualística e enveredando por investigações timbrísticas e harmônicas amplas. Em paralelo, muitos dos participantes do Potlatch estiveram em ação no projeto central do violista Ernesto Rodrigues, a impactante Variable Geometry Orchestra, que já contou em suas fileiras com Faustino, Lampreia, Trinité, Abdul Moimême, além do trompetista Sei Miguel e do saxofonista brasileiro Alipio C. Neto.   

Trago aqui o Potlatch em dois momentos, com formação (em parte) distinta. The Rrose Sélavy, longa improvisação de quase 40 minutos, é executada por um noneto, mostrando a abertura acústica do conjunto, que inclui até variações vocálicas da convidada Olympia Boule –que não está presente no segundo disco. "The Rrose Sélavy" não deixa espaços para brilhantismos individuais, estando em foco a interação grupal. No segundo capítulo, Live at Fabrica, o Potlatch aparece com oito membros, muitos desses nomes novos, ainda mais sintonizado, dialogando sem pontos hierárquicos, mas deixando pontos de destaque maiores para alguns dos instrumentistas. Os solos e duelos dos sopros de Lampreia e Lencastre, por sobre as estruturas elétricas e eletrônicas de Leal e Lima, sobem a primeiro plano em diversos momentos. A bateria de Luís Desirat também está em ponto elevado, mais muscular e ríspida nessa gravação de 2008, dando um corpo mais robusto ao som final do grupo. A entrada do piano de Felipe de Sousa, destacadamente na última faixa, é outro diferencial entre os dois trabalhos.       
                                                     


*Monsieur Trinité: percussion, selected objects
*Jorge Lampreia: soprano, flute
*Hernani Faustino: bass
*João Pedro Viegas: bass clarinet
*Nuno Reis: trumpet, pocket trumpet, flugelhorn
*Abdul Moimême: tenor, alto
*António Chaparreiro: electric guitar
*Olympia Boule: voice
*Luís Desirat: drums
  
1. Musike Valise (39:26)

Recorded live at Cefalópode (Lisboa), 11 May 2007.

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*Monsieur Trinité: percussion, selected objects
*Jorge Lampreia: soprano, flute
*José Lencastre: alto
*Felipe de Sousa: piano
*Guilherme Leal: electric guitar
*Nuno Lima: electronic devices
*Pedro Roxo: bass
*Luís Desirat: drums

1. Kwakwaka'wakw (5:46)
2. Potlatch (25:59)
3. Namgis (19:29)

Recorded live at Fábrica Braço de Prata (Lisboa), 9 March 2008.

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