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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

"Top 10": paradas obrigatórias de 2011



Dificilmente uma lista de melhores ou destaques escapará de subjetivismo e visões pessoalíssimas. Mas talvez a função basilar dessas seleções temporais e/ou temáticas seja exatamente essa: a de desnudar impressões de seu autor, nada mais.
Este Top 10 busca exatamente apontar alguns discos que saíram em 2011 e deveriam ser obrigatoriamente degustados pelos apreciadores da boa música, aquela que procuramos tratar por aqui...


Considerando o dito acima, o ideal seria não encarar esses álbuns como uma totalidade ("os melhores do ano" ou algo assim), seja em relação aos que ficaram de fora ou mesmo hierarquicamente dentro da própria listagem. O mais importante é que aqui estão alguns grandes trabalhos que apareceram nos últimos 12 meses. Àqueles que deixaram de ouvir algum desses álbuns, não percam mais tempo...




TOP 10 - 2011



1. “Coin Coin Chapter One: Gens de couleur libres
Matana Roberts

Ambicioso projeto da saxofonista Matana Roberts, que passeia com um extenso grupo por jazz, free, blues, gospel, composição e improvisação, drama, fúria e lirismo. Que venham os próximos capítulos.








2. “Ghosts
Peter Evans Quintet

O trompetista americano tem se firmado como um dos jovens instrumentistas mais vibrantes da atualidade. Com um som contemporâneo, livre sem deixar de ser devedor do melhor jazz, Evans compôs uma das unanimidades do ano.





3. “Unreleased?
Fire!

Mats Gustafsson e seus parceiros de Fire! acertaram em cheio ao convocar Jim O’Rourke para esse segundo rebento. A simbiose perfeita permite a ebulição de momentos ainda maiores que os contidos na intensa estreia do trio.







4. “The Hour of the Star
Ivo Perelman Quartet

Ao convidar antigos conhecidos (Mathew Shipp e Joe Morris) para fazer mais essa visitação sonora ao universo da escritora Clarice Lispector, Perelman nos deu um dos melhores trabalhos de sua discografia.








5. “Empire
RED Trio + John Butcher

Mais um trabalho engrandecido com a escolha exata de um convidado perfeito. John Butcher, incendiário, trouxe com seu sax potência extra ao excelente trio português. Sorte de quem pôde ver o quarteto em ação ao vivo...   







6. “Big Gurl (Smell My Dream)
Darius Jones Trio

Outro nome cuja discografia vai aos poucos se encorpando com exemplares primorosos e excitantes. Além de ‘Big Gurl’, o saxofonista Darius Jones lançou um importante duo com Shipp em 2011.







7. “Vol. 03
FLAC

O duo mais visceral do free nacional, formado em 2010 por Andre Calixto e Flavio Lazzarin, atingiu neste ‘Vol. 03’ seu ponto mais elevado até então. Música livre sem concessões, com muita personalidade, sax e bateria em momentos explosivos.






8. “Planetary Unknown
David S. Ware/ Cooper-Moore/  Parker/ Ali

Retomando o formato quarteto, com o qual realizou obras-primas na década de 90, Ware conseguiu a façanha de ‘desaposentar’ o recluso baterista Muhammad Ali. Música maior conduzida por indiscutíveis mestres.







9. “Polylemma
Joe Hertenstein 4tet

O baterista alemão Joe Hertenstein vai aos poucos demarcando seu espaço, com uma pegada solta, improvisação repleta de rastros melódicos. Fundamental a presença do trompetista Thomas Heberer que, junto ao clarone de Joachim Badenhorst, traz sabor especial ao título.
  






10. “La Continuidad
Ada Rave Cuarteto

A argentina Ada Rave fecha nossa lista. Com seu free permeado de elementos jazzísticos, a saxofonista mostra que passou da hora de ser convidada para exibir sua música além das fronteiras da cena de seu país.








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*quem assina:
Fabricio Vieira é jornalista e fez mestrado em Literatura e Crítica Literária. Escreveu sobre jazz para a Folha de S.Paulo por alguns anos; foi ainda correspondente do jornal em Buenos Aires. Atualmente escreve sobre livros e música para o Valor Econômico. 

4 comentários:

Antonio Sevilha disse...

Excelente escolhas...e o Free Form cada vez mais um guia nacional para entusiastas da música FREE. Vida longa ao blog, e seria chique o blog ter um podcast...até fabrício.

fabricio vieira disse...

Valeu, Antonio,
quem sabe no futuro não pinte um podcast... abs,

Felipe disse...

Essa Matana Roberts é muito boa, não conhecia.

fabricio vieira disse...

A Matana está em um momento iluminado, quero ver os próximos capítulos do Coin Coin...