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domingo, 18 de março de 2012

Zorn & Masada: SP incendiada

Como esperado, John Zorn & Masada nos brindaram com um excepcional concerto.
Como previsto, foi um equívoco a escolha do Cine Joia para abrigá-los.
O Masada está distante da faceta rocker de Zorn, não está destinado a ser apreciado em pé, tendo que se acotovelar com a vizinhança, com gente passando ininterruptamente de um lado a outro, com o burburinho incessante sem dar um segundo de pausa sequer... Enquanto o público esperava pelo início do concerto, o som ambiente mostrava o despreparo da casa em relação ao que viria, mergulhando até o pescoço no clichê: no repeat, Coltrane tocando A Love Supreme! Para surpresa de muitos, o público variado não chegou a lotar a casa: muitos jovens com ar roqueiro; senhores e senhoras bem arrumados atraídos pela palavra jazz ou convocados pelo co-organizador Centro da Cultura Judaica; o pessoal sempre presente na cena free; e até alguma “celebridade” perdida, como a jornalista Mônica Waldvogel: uma audiência diversificada que não costuma ser assídua nesse tipo de show.

Atento ao que o esperava, Zorn solicitou que o serviço de bar fosse interrompido durante o concerto. E quem conhece o músico, nem precisava de aviso: não fotografem/filmem, o cara não suporta isso. E esse é um direito do artista. Mas ninguém está preocupado com esse tipo de "frescura". No decorrer da apresentação, impaciente, Zorn teve que discutir seguidamente com alguém do público (no vídeo abaixo) grudado no palco –devia ser um grande fã do saxofonista! Tão ansioso estava que não podia nem respeitar o pedido do artista...– que, ao que parece, insistia em filmar/fotografar o show, mesmo que seu “ídolo” não desejasse que isso ocorresse. Não estava do lado, mas estão dizendo por aí que o saxofonista, cansado de falar em vão, agradeceu ao rapaz com uma singela cusparada...
(ps: segundo comentário anônimo deixado há pouco, o que fez Zorn perder a paciência de vez foi uma "luz AF (infra)" que um cara estava apontando para a cara dele. E o Zorn teria cuspido no cara errado...)

(Zorn & Masada. Live, São Paulo. 17/3/2012)

O Masada não é o PainKiller, tampouco se assemelha ao Naked City. Não representa o Zorn de fratura rocker. Foi feito para ser apreciado em outra esfera: sua complexidade estrutural demanda que estejamos prontos a acompanhar o passo de cada um dos quatro instrumentos, suas interações e conexões, o desenvolvimento dos temas, a muitas vezes delicada relação entre o festivo e melódico klezmer e o enérgico free jazz. O Masada foi feito para o palco de um teatro, há um cerimonial envolvido, a música é sagrada e exige respeitoso silêncio; na choperia do Sesc Pompeia, por exemplo, o equívoco seria o mesmo... Exemplo simples: enquanto Greg Cohen solava, momento único sozinho do baixo se desenvolvendo em ponto de silêncio máximo do concerto, um cara ao meu lado comentava com uma amiga sobre o carpete de fulano: isso mesmo: carpete, tapete, maciez, se ficava melhor com ou sem etc. Esse cidadão tinha de ser expulso do local e proibido de adentrar eventos similares; sua atitude é muito mais desrespeitosa e prejudicial à sociedade do que um cigarro aceso ou um outdoor na fachada de um prédio, que tanta histeria causam...

Mas a grande arte suplanta as adversidades.
John Zorn, Dave Douglas, Greg Cohen e Joey Baron exibiram sintonia intocável e brilharam em um concerto excepcional. Breve demais para quem realmente estava tenso para vê-los em ação, mas em nível elevadíssimo. Como o show de SP era o último após uma desgastante turnê que os levou a quatro países (Equador, Chile, Argentina e Brasil) em apenas cinco dias, além de os músicos estarem juntos nessa empreitada há quase duas décadas (de saco cheio, talvez?!), nada garantia que o concerto alcançasse o pico de exuberância que tocou.
Zorn flamejou seu sax sem piedade, adicionando ferocidade crescente em meio aos vários temas festivos do repertório Masada; Cohen, a elegância do quarteto, com seu dedilhado swingante fez muita gente rebolar; Douglas, sóbrio e preciso, peça fundamental para o processo dialógico que arquiteta o grupo; e Baron, o mais ovacionado da noite após muscular exibição à bateria, que conseguiu abafar heroicamente os ruídos que teimavam em atropelar os músicos nos momentos mais sutis do songbook revisitado.
Não se trata aqui de free jazz, muito menos de improvisação livre ou noise; todo o repertório apresentado –apenas umas sete faixas– foi pincelado das dezenas e dezenas (algumas centenas, na verdade) de temas compostos por Zorn a partir do que chama de “escalas judaicas”. Cohen e Baron, apesar de certa liberdade, funcionam como propulsores rítmicos, demarcando o pulso do que seria essa “new jewish music” proposta pelo saxofonista. Curioso notar durante o concerto os músicos conversando entre cada tema, recorrendo a partituras colocadas à frente, selecionando o que viria a seguir. Condutor de todo o espetáculo, Zorn interage apenas com seus parceiros, chegando a 'orquestrar' o conjunto em algumas passagens –especialmente quando abusa de seu conhecido sistema de ‘stop/start’. Não há o porquê de ser simpático, agradar ao público, conversar, dizer “boa noite SP, eu amo vocês”.
John Zorn está ali apenas para exibir sua música. Simples assim, sem afetação ou rebeldia de butique. Não gostou, azar.  

Se concertos recentes de outros ícones, especialmente Pharoah Sanders e Ornette Coleman, acabaram por se revelar mornos e até engessados, Zorn mostrou que se mantém em ebulição máxima, obrigatório e urgente para todos que se interessam por música enérgica, livre e vital. Facilmente, o Masada protagonizou o maior concerto do ano. Um pouco mais, ainda: fizeram a mais explosiva apresentação desde o Fire!, de Mats Gustafsson.
Será que levaremos mais duas décadas para ter Zorn em nossos palcos novamente?

23 comentários:

É DOSE! disse...

Faço eco às tuas reclamações! Durante o preciso solo de baixo ouviu-se um urro muto cabível num show de qualquer coisa, menos do que estava sendo presenciado. No segundo bis, comentários abundavam e perguntas do tipo "será que eles estão improvisando" varavam o ar. Um casal na minha frente charlava amistosamente sobre qualquer coisa, vez por outra chamando um terceiro à roda de conversa. "Vai Corinthians! também ouviu-se, além de diversos "VTNC" e "FDP". A pressa de aplaudir também era veemente - num afã de demonstrar entendimento do que se passava - destruindo totalmente os "stop starts". Felizmente, a música sobressaiu-se e achei o show incrível, mas que foi difícil, ah foi!

fabricio vieira disse...

O show (a música em si) foi fantástico! A acústica da casa tb estava bem boa. Mas essa sua lista de eventos paralelos mostra bem que a noite poderia ter sido ainda muito melhor...

É DOSE. disse...

O A love supreme em looping, fora de ordem e ainda por cima SEMPRE CORTANDO pela metade RESOLUTION (percebeu isto?) também foi memorável.

fabricio vieira disse...

Realmente foi foda... E o DJ deve ter ido dormir achando que apavorou...

Tim Niland disse...

Excellent video link, must have been an amazing concert.

Anônimo disse...

Desde o começo do show estava tirando fotos. Havia um cara do meu lado soltando a luz AF (infra) no rosto do John. Como pode-se perceber, ele usa óculos fundo de garrafa, e a luz atrapalha bastante. Como no video mostra, foi pedido 2 vezes para que o cara retirasse a luz. Esse cara parou de tirar foto e se retirou do lugar. Eu me posicionei no lugar do cara e continuei tirando minhas fotos sem atrapalhar ele com a luz. Obviamente porque não é necessária a luz infra. John achou que eu era o mesmo cara e não exitou e cuspiu em mim. Não era por causa de foto ou filmagem, tanto que todo mundo estava tirando fotos e filmando.

Fiquem sabendo, que esperei a saida do john para um autografo, e revidei com uma cuspida na cara.

Nao invente histórias!

fabricio vieira disse...

Anônimo, qualquer pessoa que de fato acompanha o percurso do Zorn sabe que ele não permite fotos/filmagens em nenhum local que toca, nem em NY. Tanto que nem a imprensa profissional teve permissão para fotografar o show no Cine Joia.
No show do Rio, inclusive foi avisado pelo sistema de som que os músicos ameaçaram se retirar do palco caso as pessoas insistissem em fotografar. Se a gota d'água foi a luz infra, não sei, não estava perto para testemunhar. Tanto que deixei bastante claro no texto, escrevendo "ao que parece", sem "inventar" história nenhuma.
E a propósito, se o desfecho do episódio foi como vc relatou, não levaremos mais duas décadas para ver o Zorn de novo. Ele jamais retornará ao país! Obrigado.

Gilberto Barros disse...

Post, além de puxa-saco, pedante e elitista. O show foi bom e de fato o local não foi o ideal, mas a organização foi decente e o som estava ok. Da próxima vez traga-o pra tocar na sua casa.

Felipe Espinola disse...

Acho que o incidente com as câmeras e a cusparada na cara do meliante vai fazer mais celeuma que a própria apresentação.
Apesar de conhecer algumas poucas músicas que foram executadas na noite adorei demais ver o Baron destruindo tudo lá atrás, o Cohen fazendo alguns poucos dançarem lá na frente (eu não conseguia tirar os olhos dele!!!), sem contar a ótima performance dos senhores Douglas e Zorn, da qual ainda não em recompus e estou tentando entender se fui molhado pela baba do Zorn ou se estava chovendo em mim.
No mais: uma apresentação marcante e inesquecível. =)


Ps: vi a cusparada e eu ri.

fabricio vieira disse...

Gilberto Barros:
Sobre o Zorn: o show foi fantástico;
O som (acústica) estava bem bom, diria até que perfeito para o concerto; agora:

"Puxa-saco": de quem, não entendi, do Zorn? como se um cara que já fez o que ele fez necessitasse de algum puxa-saco...
"Pedante": esse sou eu? Minha missão, há alguns anos, tem sido a de desmistificar o free jazz: via blog e matérias na grande imprensa tenho tentado fazer com que mais pessoas conheçam e tenham acesso a essa música. Sempre de forma direta, simples e informativa.
"Elitista": eu de novo? Cobraram R$ 100 para o pessoal ver o Zorn e eu que sou elitista? Ken Vandermark, tb saxofonista americano e com a mesma importância artística do Zorn, vai tocar DE GRAÇA no próximo sábado no CCSP. Todos, de qualquer credo sonoro, de qualquer canto do país, estão convidados a comparecerem e apreciarem o que de melhor se tem feito na seara free jazzística mundo afora. Sem elitismo.

Berrado disse...

Parece que o cachê do Masada era de 50 ou 60 mil reais, daí o custo. Me arrependi um pouco de perder esse show, que tambem achei muito caro.

Gilberto Barros disse...

Exatamente, não precisa mesmo, mas há quem ainda insista.

Não questiono seu trabalho, inclusive sou leitor assíduo do blog e conheci muita coisa bacana por aqui. Só achei que alguns comentários a respeito do público federam a elitismo sim. Foi tipo: não mexam no meu jazz.

fabricio vieira disse...

Gilberto, obrigado por ler o Free Form, espero que continue nos acompanhando.
Para concluir: apenas acho que algumas pessoas não sabem respeitar os artistas, não conseguem desligar o celular ou ficar 70 minutos em silêncio, tentando aproveitar ao máximo o que é apresentado. Eu também falo e uso celular, mas procuro apenas ver o concerto, apenas isso e nada mais, quando saio de casa para um show. Não tem a ver com "invadirem o meu jazz", pelo contrário, luto da forma que posso para que cada vez mais gente vá aos shows de free jazz/improv: sem público, não há arte.

Gilberto Barros disse...

Levando em consideração gênero musical em que atua, John Zorn é um artista popular, não pelo seu trabalho com o Masada, mas sim, como você bem ressaltou, por outros projetos mais, digamos, acessíveis. Era de se esperar um público diferente do que circula pelos shows de jazz e improvisação, por exemplo. Acho essa cartilha de bons modos um pouco exagerada, é obvio que teve gente que extrapolou nas andanças e nos "vai, corinthians", mas, no geral, o que vi foi um ambiênte de respeito e admiração, mesmo daqueles que pareciam não saber muito a respeito do Masada. Não acho que descontentamento e hostilidade sejam justificáveis nesse caso, até porque acredito que Zorn seja suficientemente inteligente para ter noção do tamanho da sua popularidade e de suas conseqüências. É por isso que discordei do post. Até peço desculpas pela hostilidade inicial, Fabricio, mas a pincípio achei o tom das críticas ao público um pouco segregador. Além disso, considero no mínimo uma incoerência cuspir no público para exigir respeito. Não acho que seja justo colocar o artista como vítima do público nesse cenário.

Anônimo disse...

Gilberto, acho que você está confundindo o concerto do Masada com um show da Ivete Sangalo! Onde já se viu o silêncio ser um exagero num concerto de jazz?! É preciso concentração para captar a música!!

Concordo com Fabrício e digo que não há o menor sinal de elitismo em suas palavras. O fato é que 90% dos presentes não faziam a menor idéia do que se passava diante de seus olhos.

E realmente, John Zorn novamente no Brasil será difícil de ver. Uma pena...

Apolônio

Gilberto Barros disse...

Sim, realmente o que se viu foi um ambiênte de caos e destruição, uma afronta aos bons modos requeridos por um apresentação de jazz.

Não sei se você não leu o que eu escrevi ou se só está se fazendo de burro.

90%? bela estatística, como você fez? contou todos os presentes que não se pareciam com você ou não eram seus amigos? parabéns.

Anônimo disse...

Não diria que o Zorn é um artista 'popular'. Por favor nada comparado a Ivete Sangalo né ? :-)
Ele é 'popular sim' mas no nicho musical a que pertence.Ele já foi musicalmente muito mais radical do que é hoje.Ele tá é muito mais calmo musicalmente falando.Ouça o Dreamers e o disco de Natal dele
:-) Dá pra tocar em festinha infantil e até na macarronada dominical que ninguem vai reclamar.Os 2 Lps dele lançados no Brasil na década de 80 são encalhe até hoje nos sebos :-) Era a época em que ele era chamado de 'ultra-nerd'
Sou do tempo pré-cd,nem existia a Tzadik onde o Zorn lança tudo o que quer e quando quer.
O John Zorn é temperamental, tem um ego gigantesco e sempre gostou de dar o seu 'showzinho' a parte.Não é de hoje, e não foi uma surpresa sua atitude.Alias, ele é assim ,não poderia ser diferente.Ele gosta disso,mas nem por isso posso concordar com as suas atitudes estupidas não só com o publico do Cine Joia, mas como sempre faz dessas em qualquer lugar que vá se não seguirem suas 'rígidas regras'. E pra que regras rigidas ? A música não está aí para quebrar tabus, regras etc... ? O publico tem que respeitar ,concordo,mas o musico também tem que fazer a parte dele. Achei totalmente desrespeitosa, incoerente e recriminável a atitude dele em cuspir no publico. Vamos separar as coisas aí ! O cara como 'pessoa' é um problema sério, um babaca,mas como musico / compositor ele realmente tem muita coisa boa,só não vê quem não quer,outras nem tanto. Não vamos ficar bajulando o gringo assim. Ele tá errado.
Continua >>>

Anônimo disse...

E se fosse ao contrário ? Um grupo brasileiro 'conhecido'( não estou aqui falando de grupos de pagode, ou de Ivete Sngalo, grupo conhecido e respeitado nos EUA) se apresentando nos EUA e por um motivo ou outro resolve cuspir em alguem da plateia americana ? Ia dar policia,manchete de jornal dizendo que brasileiro cuspiu em americano etc..mas aqui não, o cara é o 'máximo' pode tudo e o publico defende, aplaude, acha o máximo esse tipo de atitude imbecil dele.
Que ele seja radical na música e não nas atitudes com o publico que compra seus discos e pricipalmente quem pagou R$ 100.00 para assistir o Masada. Notei que o publico estava agitado,e realmente tem gente que extrapolou com os gritos e berros,mas afinal não estavamos na Sala São Paulo assistinho um concerto, estavamos no Cine Joia pra ver uma apresentação de musicos de jazz e jazz não dos mais calmos, mesmo não sendo o Masada o projeto mais 'barulhentos' do Zorn, os caras tocam em alto e bom som ,e não seria uma cigarro aceso, um barulho de copo ,uma câmera de celular ou outro coisa qualquer que iria incomodar tanto Mr Zorn.O cara é um gênio-problema :-) teria sido melhor um show no Mosteiro do São Bento ou melhor , em alguma Sinagoga com toda a paz e silencio que requer a musica do Masada. Péra aí né ?? Nem no finado Tonic ou no The Stone rola esse silencio todo. No Tonic havia uma caixa registradora do bar que fazia uma barulho chato pra caramba e ficava bem ao lado do minusculo palco e o cara vem com essa de fechar o bar ( não por mim pois não bebo ) e esse lance exagerado de silencio e todo mundo entrando nessa ... No tb finado Knitting Factory de NY o povo falava o tempo todo em vários shows, só não rolava o tipico ' Curintia '
Continua>>>

Anônimo disse...

Cine Joia deveria ter avisado claramente que seria expressamente proibido fotografar mesmo com celular, que era para fazer o tal 'silencio' necessario para a apresentação do Masada,mas não , só avisaram que o bar iria ser fechado,pois o Zorn tb não gosta de gente circulando e bebendo no meio do show, e tem mais neuras, ele tb não gosta de conversas paralelas,mesmo que vc esteja falando no ouvido do seu amigo sem atrapalhar ninguem, ele quer atençaõ total para ele. Barulho de copo, de bar... ele implica com tudo.Cigarro ? nem pensar ele manda o fulano apagar e ainda dá uma puta bronca no cara e via microfone. Não sei porque ele não falou nada dos vários 'flashes'que estouraram dezenas de vezes em todo o show e vindos de todos os lugares. Flash na cara eu tb acho falta de respeito.Ele é inteligente e cada passo dele é muito bem planejado. Ele sabia o que estava fazendo, se não fosse o problema com o pessoal fotografando , ou com a implicancia dele com o bar ( tanto que mandou fechar ) ele certamente arrumaria outra coisa qualquer para arrumar confusão e dar o showzinho dele.
Gosto da radicalidade de sua musica ,mas não de suas atitudes com o publico,seja de São Paulo , Do Rio ou mesmo de NY, ele é assim sempre.
O mais sensato seria que ele pedisse para para a produção tomar as providencias e não ele mesmo se indispor com o publico diretamente. Até poderia dar o seu recado educadamente e ponto final, deixa o resto com o pessoal da segurança da 'casa'. Fica nessa de ameaçar de parar o show,que vai embora... isso é frescura demais.
Continua >>>

Anônimo disse...

Alias, os seguranças só apareceram pouco antes do triste e inacreditavel episodio da cusparada. Eles avisaram educadamente ( coisa rara ) todos que estavam fotografando proximo ao palco que não era permitido fotografar nem mesmo com celular e nem filmar. E tinha gente com câmera profissional bem na frente do palco.Até esse momento era como se fotografar estivesse 'liberado' Isso foi feito um pouco tarde,pois pouquissimo tempo depois aconteceu o episodio da cusparada. Alguns se retiram ou pararam de fotografar com o pedido dos seguranças, outros continuaram. Mais uma vez,vamos separar o Zorn pessoa do Zorn musico/compositor.
Se por um lado ele é brilhante como musico /compositor,como pessoa ele tem muito que aprender e se tornar um ser humano melhor.
Arte é isso também.
Nota : Com a crise lá nos EUA e na Europa vários grupos tem encontrado seu porto seguro em terras sul americanas incluindo o Brasil e o Zorn que não é bobo nem nada já reativou o Masada que não tocava mais com essa formação ha mais de uma década e veio garantir alguns milhares de US$$$$ por aqui.
abraço

Anônimo disse...

Os caras foram "pra balada" e não para um concerto do Masada. Ponto. Como disse o Mano Menezes, temos que educar o torcedor. :-))
E, sem desculpar a má-educação do músico, um flash na cara é por demais irritante.
No dia em que eu tiver grana, contrato o Keith Jarrett pra tocar na minha festa de aniversário. Enquanto isso não ocorre, vou ficando em casa ouvindo meus discos. É mais saudável. :-))

Anônimo disse...

Hi !

I have come into contact with Zorn a few times. So far, he has hit on my girlfriend, told the audience to cheer more (he made a surprise appearance), and yelled at me and some fellow cigarette smokers “to get off the fucking sidewalk” and get back to our designated smoking area in front of Webster Hall. Which brings me to my next point: Hadju should have made it clearer that the problem with John Zorn is that he is a royal asshole. His music is just icing on that cake.
Best.
Zak

Anônimo disse...

Eles deviam ter feito o show no auditório do ibirapuera, seria mais adequado. Público de casa noturna fala sem parar e enche o saco de quem quer escutar a música.