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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ciclo clariceano de Ivo Perelman ganha dois novos capítulos

Era para ser apenas um encontro entre amigos, um sarau informal, música e poesia em uma fria noite nova-iorquina. Mas a inquietante leitura que um americano fez de trechos da obra de Clarice Lispector acabou por inebriar o saxofonista Ivo Perelman. E assim, inesperadamente, o músico viu nascer seu mais extenso e íntimo trabalho: o “ciclo clariceano”.
Após àquela noite, Perelman – paulistano radicado nos Estados Unidos desde a década de 1980 – passou a se interrogar de que forma o texto de Clarice Lispector (1920-1977) poderia interagir com sua música. A resposta foi dada por meio de uma série de álbuns que começaram a ser editados em 2010 e que agora ganha dois novos capítulos, com o lançamento nesta semana de “The Foreign Legion” (A Legião Estrangeira) e “The Passion According to G.H.” (A Paixão Segundo G.H.)...

(texto meu publicado no jornal Valor Econômico. Continue lendo aqui)



(Sessão de gravação de “The Passion According to G.H.”)

2 comentários:

Luis Filipe Gomes disse...

Os artistas matriciais têm a capacidade de projectar a sua criação e inspirar a criação de outros. É um dom à revelia do próprio artista. Por vezes o efeito só se materializa anos depois ou gerações depois. Tal é o que acontece com Clarice e Ivo. Ivo por sua vez também ele um artista matricial já está provocando actualmente esse efeito enzimático de transformação como uma levedura, um fermento bom que acrescenta nos outros a criação sã.
A música tem ambientes transcendentais mas está repleta de momentos tácteis, cheia de interiores domésticos, de odores familiares, de brisas orientais carregadas com os aromas das flores de Primavera.

SENÔ JÚNIOR disse...

Caramba é também isso. A tempos sinto uma inquietação na busca por caminhos sonoros inovadores e que conflitem mesmo com o que denomino de pasteurização "mais do mesmo" e esse trabalho excelente do Ivo e seus amigos confirmam que é esse o caminho.