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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Coming soon... THE THING ! (II)



DISCOGRAFIA COMENTADA


(para quem não conhece extensamente a obra do The Thing, segue a discografia do grupo, com comentários e notas dos álbuns, além de uma faixa de cada trabalho para ouvir. A extensa amplitude das sonoridades exploradas pelo power trio escandinavo merece ser conhecida pelos amantes da free music) 




THE THING  ****
Release: 2000

[ouça/listen: Awake Nu]

 
Gravação de estreia do trio, em um momento em que revisitar a obra de Don Cherry era o que os movia. Das seis faixas, quatro são temas de Cherry e duas composições próprias. As versões de “Awake Nu” e “Mopti” são fantásticas. Daqueles discos de estreia que fazem o ouvinte aguardar com ansiedade pelo próximo capítulo.






SHE KNOWS... ***1/2
 Release: 2001

[ouça/listen: To Bring You My Love]

Apesar de trazer a participação de Joe McPhee, este pode ser considerado um trabalho do The Thing com um convidado, em um tom diferente das várias colaborações que o trio faria mais à frente. A versão de “To Bring You My Love”, da PJ Harvey, é um momento inspiradíssimo, que torna o álbum obrigatório por si só.









ART STAR ****
Release: 2004

[ouça/listen: Art Star]

Raro (no mundo da free music) single do álbum ‘Garage’. ‘Art Star’ é uma faixa menos conhecida do trio americano Yeah, Yeah, Yeahs que apareceu originalmente no EP de estreia da banda, em 2001. Virou, na época, verdadeira obsessão de Gustafsson, se tornando uma marca do The Thing, estando onipresente nos concertos naquele tempo. O lado B do single tem uma versão alternativa de 'Have Love Will Travel'.






GARAGE *****
Release: 2004

[ouça/listen: Eine Kleine Marschmusik]

Síntese e núcleo da obra do The Thing, seu registro mais poderoso. Aqui estão versões para temas do rock ('Art Star', 'Aluminum') e do free jazz ('Haunted', 'Eine Kleine Marschmusik'). Para mostrar que nem só de versões se faz a fama da banda, o disco fecha com a demolidora faixa original ‘Garage’. Disco obrigatório em qualquer discoteca de free music. 





LIVE AT BLA ****1/2
Release: 2005

[ouça/listen: Old Eyes-Haunted-Cha Lacy's Out East]

Registro de junho de 2003, é um vital testemuho ao vivo do trio. O disco se divide em dois extensos blocos com diferentes temas centrados no free jazz, tocados sem cortes, de nomes como Joe McPhee, Norman Howard, David Murray e Charles Tyler. Intensidade altíssima em um álbum para ouvir sem pausas. 





ACTION JAZZ ****
Release: 2006 

[ouça/listen: Sounds Like a Sandwich]

Como diz o nome do disco: Action Jazz! ‘Chiasma’, do pianista japonês Yousuke Yamashita, é um dos pontos altos. ‘Ride the Sky’, do Lightning Bolt, é daquelas que ficam grudadas nos tímpanos. E há também Ornette Coleman, uma versão de 'Sounds Like a Sandwich' (Cato Salsa) e composições próprias. Action!





NOW AND FOREVER ****
Release: 2008 

[ouça/listen:: Glutony I ] 

Este box reúne os dois primeiros álbuns do grupo (na época, fora de catálogo), mais um disco novo, ‘Glutony’, com três improvisações de mesmo nome gravadas em estúdio. Para completar o conjunto, o DVD de ‘Live at Oya Festival’, registrado em 2005 com a participação de Thurston Moore.






BAG IT ****
Release: 2009

[ouça/listen: Drop the Gun]

Gustafsson ensaia aqui algumas intervenções eletrônicas, que passaria a explorar mais amplamente com o Fire!. Dentre as covers, dois clássicos de searas distintas do jazz: 'Mystery Song' (Duke Ellington) e 'Angles' (Ayler). Na ala rockeira, atenção para a releitura de 'Drop the Gun', do 54 Nude Honeys, banda japonesa capitaneada por três garotas. De bônus, um extra com uma longa improvisação de 30 minutos (Beef Brisket).





MONO ***
Release: 2011

[ouça/listen: Viking]

Disco menos explosivo do trio, ‘Mono’ se desenvolve de modo mais sereno, controlado. Seus pouco mais de trinta minutos estão divididos em peças mais curtas, com apenas uma releitura, 'Alfie', de Sonny Rollins. O tema de abertura, ‘Viking’, é o mais forte do conjunto.






COAUTORIAS, COLABORAÇÕES...





THE MUSIC OF NORMAN HOWARD  ***
(with School Days)
Release: 2002

Homenagem ao esquecido trompetista Norman Howard organizada por Mats Gustafsson. O quinteto School Days, capitaneado por Vandermark e que também conta com Nilssen-Love e Flaten em suas fileiras, divide os créditos. São quatro temas de Howard: dois com o The Thing e os caras do School Days como convidados; e os outros, com o School Days tendo Gustafsson fazendo uma participação.





SOUNDS LIKE A SANDWICH **1/2
(with Cato Salsa Experience and Joe McPhee)
Release: 2005

[ouça/listen: Sounds Like a Sandwich]

Encontro ao vivo de 2004 com a pouca conhecida banda de rock norueguesa comandada pelo vocalista/guitarrista Cato Thomassen. Momentos ora mais roqueiros (‘Whole Lotta Love’), ora mais free jazzy (‘Our Prayer’, com McPhee ao trompete em dueto bastante tocante com o sax.). Mas os dois grupos soam mais como amigos que se reúnem para tocar juntos sem saber ao certo como tirar o melhor proveito de dois universos distintos.





TWO BANDS AND A LEGEND ***1/2
(with Cato Salsa Experience and Joe McPhee)
Release: 2007 

[ouça/listen: Who the Fuck]

Nesse segundo registro, realizado em estúdio em 2005, as bandas encontraram a sintonia ideal. O disco abre com intensa visita a ‘Who the Fuck’ (PJ Harvey) e mantém o nível em tom elevado. ‘The Witch’ (Sonics) e ‘Nut’ são outros pontos de força indiscutível. Imperdível: a leitura mais suja já feita da clássica ‘Louie Louie’.





I SEE YOU BABY SHAKIN' THAT ASS ***
(with Cato Salsa Experience and Joe McPhee)
Release: 2007

[ouça/listen: I See You Baby Shakin' That Ass]

Mais um capítulo dessa parceria em 2005, esse EP traz três covers: do campo rock, vem a faixa-título, composição do Groove Armada. As outras duas são releituras da seara jazzística. ‘Our Prayer’ (Ayler), que eles já haviam visitado ao vivo, e ‘Nation Time’, um dos temas mais bacanas escritos por Joe McPhee no começo dos anos 70.







IMMEDIATE SOUND ***1/2
(with Ken Vandermark)
Release: 2007

[ouça/listen: Immediate Sound I]

O trio se reúne com Ken Vandermark para uma sessão de liberdade improvisativa. O som mais cru e centrado marcado por revisitações que caracteriza o The Thing fica meio de lado. O disco tem em seu núcleo os duelos de saxes e, exceção do primeiro tema ou alguns minutos aqui e ali, não é um disco tão pesado quanto se podia esperar.





SHINJUKU CRAWL ***1/2
(with Otomo Yoshihide)
Release: 2009

[ouça/listen: Shinjuku Crawl I]

O The Thing encontrou o japonês Otomo Yoshihide em outubro de 2007, no Pit Inn, em Tóquio. As explorações ruidosas de Otomo com sua guitarra levam o trio a outros campos. Mais um trabalho com foco no improviso, no qual os temas marcantes do trio escandinavo não tem vez.
   





SHINJUKU GROWL ****
(with Jim O’Rourke)
Release: 2011

[ouça/listen: If Not Ecstatic, We Replay]

Espécie de ‘Lado B’ do encontro com Otomo, essa parceria com Jim O’Rourke também aconteceu no Pit Inn, em Tóquio, mas em 2008. Com pontos noise mais evidenciados, O’Rourke cria texturas que se engolfam com desenvoltura pelo sonoridade do The Thing. ‘If Not Ecstatic, We Replay’ abre os trabalhos em ponto de ebulição, com passagens explosivas em que guitarra e bateria centram o foco.  






THE CHERRY THING ****1/2
(with Neneh Cherry)
Release: 2012

[ouça/listen: Too Tough To Die]


Impressionante e sedutor encontro com a cantora Neneh Cherry. Acabou por se tornar o trabalho de maior exposição do grupo. Para surpresa dos mais incrédulos, eles encontraram o tom perfeito. Apesar de mais ligado a uma estrutura organizada, os arroubos demolidores herdados do free jazz não são esquecidos, dando sabor único às releituras imperdíveis de ‘Dirt’ (Stooges) e 'Dream Baby Dream' (Suicide).





METAL  ****
(with Barry Guy)
Release: 2012

[ouça/listen: Promethium]

Mais recente registro do trio, o parceiro convocado foi o veterano baixista britânico Barry Guy. Editado em vinil duplo, ‘Metal’ traz mais de uma hora de improvisação livre de altíssimo nível. Guy é antigo conhecido de Gustafsson e seu encontro com o trio soa centrado, uno, nem parece que foi o primeiro registro deles nesse contexto.



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