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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

“Top 10”: paradas obrigatórias de 2016




Encerramos o ano com nosso Top 10, listando álbuns imperdíveis lançados em algum momento de 2016. Mais do que apontar os melhores discos editados no ano, o que se pretende é indicar títulos que deveriam ser obrigatoriamente degustados pelos apreciadores da música livre e criativa...




Para quem ainda insiste que tudo já foi dito e o melhor ficou no passado, a free music tem respondido a cada ano com uma nova safra de registros notáveis, criações conduzidas por jovens e veteranos que mostram que essa música permanece viva e sempre pode surpreender: basta estarmos prontos para ouvi-la, receptivos ao que, generosamente, nos é oferecido por artistas de todos os cantos do mundo. Peter Evans, com seus apenas 30 e poucos anos, é indiscutivelmente um dos nomes contemporâneos essenciais do free e seu último disco solo, “Lifeblood”, se revela obra genial nascida para se tornar referência do gênero; outra figura fundamental da cena atual, a guitarrista Mary Halvorson, aparece aqui com o inebriante trio The Out Louds; dentre as novidades, destaque para o trio Protean Reality, que tem à frente o saxofonista Chris Pitsiokos, de 26 anos, que estreou com um álbum de grande frescor e vitalidade, fazendo um elo entre o free jazz de ontem e de hoje; outra saxofonista, a sueca Anna Högberg, nos brindou também com uma estreia empolgante com seu sexteto feminino; no modo mais noise e explosivo dessa seara, o baterista Weasel Walter e seu Large Ensemble trouxeram um exemplar com voltagem máxima; na outra ponta, o lirismo do duo Ivo Perelman/Matthew Shipp em mais um sublime capítulo, “Corpo”; dentre os veteranos, o trompetista Wadada Leo Smith, aos 75 anos, surpreende com mais um ambicioso projeto; ambicioso também têm sido os trabalhos para conjuntos maiores do cornetista Taylor Ho Bynum, que este ano nos apresentou seu incrível “PlusTet”; da intensa cena de Portugal, o genial “Red Trio” ressurge em novo brilhante encontro com o saxofonista britânico John Butcher; há ainda o impro hipnótico construído com voz e eletrônicos da dupla formada pela italiana Marialuisa Capurso e o francês Jean-Marc Foussat; e da cena local, destaque para o segundo título oficial do Otis Trio, aqui em versão octeto. Dentre as reedições que chegaram ao mercado nos últimos meses, há o inspirado “Nana”, do baterista finlandês Edward Vesala (1945-1999), disco até então muito raro, tendo sido editado originalmente em 1970.
Claro que outras imperdíveis gravações surgiram neste ano (e aparecerão, sem dúvida, em listas de outros espaços dedicados à música), mas esses são os nossos destaques de 2016. Boas audições. (Fabricio Vieira)




1. LIFEBLOOD
Peter Evans
More is More




2. PROTEAN REALITY
Protean Reality
Clean Feed



3. AMERICA’S NATIONAL PARKS
Wadada Leo Smith
Cuneiform Records



4. SUMMER SKYSHIFT
Red Trio + John Butcher
Clean Feed



5. ENTER THE PLUSTET
Taylor Ho Bynum
Firehouse 12 Records



6. ANNA HÖGBERG ATTACK
Anna Högberg Attack
Omlott



7. THE OUT LOUDS
Mary Halvorson/ Ben Goldberg/ Tomas Fujiwara
Relative Pitch



8. CORPO
Ivo Perelman/ Matthew Shipp
Leo Records




9. IGNEITY: AFTER THE FALL OF CIVILIZATION
Weasel Walter Large Ensemble
Independente




10. EN RESPIRANT
Marialuisa Capurso/ Jean-Marc Foussat
Fou Records





*Álbum nacional do ano

VIDA FÁCIL
Otis Trio 8
Independente






*Reedição do ano

NANA
Edward Vesala Trio
Svart Records







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*quem assina:
Fabricio Vieira é jornalista e fez mestrado em Literatura e Crítica Literária. Escreveu sobre jazz para a Folha de S.Paulo por alguns anos; foi ainda correspondente do jornal em Buenos Aires. Atualmente escreve sobre livros e música para o Valor Econômico. Também colabora com a revista online portuguesa Jazz.pt.
É autor de liner notes para os álbuns “Sustain and Run”, de Roscoe Mitchell (Selo Sesc), e “The Hour of the Star”, de Ivo Perelman (Leo Records)

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